Yes, we can!

Auto eficácia, segundo Bandura* (1994), são crenças a respeito das nossas capacidades para obtermos determinado nível de performance em uma determinada atividade. Por que é importante estudar e compreender a auto eficácia? Porque ela influencia a forma como pensamos, agimos, sentimos e nos motivamos.

Características de pessoas com alto senso de eficácia:

  • Possuem segurança a respeito de suas habilidades pessoais e enfrentam os obstáculos como desafios a serem superados em vez de ameaças a serem evitadas.
  • Diante das dificuldades, em vez de desistirem, persistem e permanecem motivadas e, por isso, tendem a obter melhores resultados, o que reforça a sua auto imagem positiva.
  • Ampliam e sustentam seus esforços diante do fracasso, recuperando-se rapidamente diante de contratempos ou falhas.
  • Relacionam o fracasso ao esforço insuficiente ou a conhecimentos e habilidades deficitários e criam estratégias para superar essas dificuldades.
  • Não se posicionam como vitimas das circunstâncias e, por isso, são menos vulneráveis ao estresse e à depressão.

Veja abaixo um gráfico que esquematiza o funcionamento básico da auto eficácia:

Auto eficácia2

E como aumentar a percepção de auto eficácia? Há quatro caminhos possíveis:

Domínio de experiências desafiadoras. Um senso duradouro de eficácia advém da superação de obstáculos por meio do esforço perseverante. Neste sentido, dificuldades servem a um importante propósito: ensinar que o sucesso geralmente requer esforço permanente. Se em nossa história de vida triunfamos apenas em situações simples e fáceis, qualquer falha irá nos desencorajar. Por outro lado, se nos convencemos que possuímos as características necessárias para a superação dos desafios, perseveramos diante das adversidades e rapidamente superamos os contratempos.

Modelagem. Ao vermos pessoas parecidas conosco atingindo bons resultados em determinada situação, nós acreditamos que também somos capazes. Quanto mais semelhantes, maior a percepção de que temos chances similares de prosperarmos. Por meio destes modelos, observamos quais foram as estratégias e habilidades que deram certo e passamos a nos espelhar neles.

Persuasão social. Pessoas que são convencidas de que possuem as habilidades necessárias para realizar determinada atividade tendem a mobilizar maior esforço e sustenta-lo ao longo do tempo em vez de se ancorar nas dificuldades ou deficiências pessoais. Além de alimentar as crenças de que as pessoas são capazes, temos de estruturar situações em que elas possam praticar tais habilidades e obter êxito, evitando coloca-las prematuramente em situações em que elas provavelmente fracassarão. Mais importante do que aquilo que dizemos, é o que os indivíduos de fato observam na realidade ao se colocarem em ação.

Redução e reinterpretação de sintomas físicos. Tendemos a interpretar nossas reações fisiológicas e humores diante de eventos potencialmente estressantes como sinais de vulnerabilidade. Se vamos falar em público e sentimos o coração palpitar, podemos desenvolver a crença de que temos dificuldade com situações que exigem exposição e passamos a temer tais ocorrências. Por outro lado, qualquer grande autor relata sentir as mesmas emoções antes da estreia de um espetáculo, mas ele se energiza com tal sensação e a utiliza como facilitadora da performance. As reações corporais são as mesmas, mas a forma como elas são interpretadas são diferentes e influenciam a nossa crença de auto eficácia.

Mudanças na nossa percepção de auto eficácia, portanto, são fundamentais para aumentarmos a nossa performance e nossa realização pessoal. Com isso, aumentamos nosso bem-estar e autoestima e nos fortalecemos para enfrentar as dificuldades inerentes à vida.

Vania Moraes, psicóloga e life coach

Referência: Bandura, A. (1994). Self-efficacy. In V.S. Ramachaudran (Ed.), Encyclopedia of human behavior (vol. 4, pp. 71-81). New York: Academic Press. (Reprinted in H. Friedman [Ed.], Encyclopedia of mental health. San Diego: Academic Press, 1998).
*Albert Bandura, importante psicólogo canadense, professor da Stanford University, dedica-se, entre outros assuntos, ao estudo da auto eficácia e suas implicações para os processos cognitivos, afetivos e motivacionais dos indivíduos.

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