O papel evolutivo das emoções positivas

Este é o terceiro post de uma série de textos sobre as emoções. Vamos falar agora da importância delas para a sobrevivência e para a evolução da humanidade.

Da mesma forma como acontece com as emoções negativas, as emoções positivas também possuem grande valor evolutivo para a espécie humana. Enquanto as negativas nos preparam para sobreviver ao aqui e agora, as positivas nos preparam para “sobrevivermos” no futuro.

As emoções negativas nos induzem a uma ação específica (fuga, por exemplo), ao passo que as emoções positivas funcionam no sentido contrário: elas enriquecem o nosso repertório comportamental e nos proporcionam maior abertura para o novo.

Como isso acontece? As emoções positivas ampliam nossos “modelos mentais” (mindset) e nos tornam mais abertos a novas experiências. Por exemplo, se você vai a uma palestra sobre um assunto novo e se sente feliz por ter ido, aumentam as chances de você ir a outras palestras no futuro. À medida que você tem contato com novos assuntos, sua visão de mundo se amplia e você adquire diferentes conhecimentos e habilidades. Se, em outro exemplo, você conhece uma pessoa e daí nasce uma amizade que lhe traz alegria, aumentam a chance de você se abrir para conhecer novas pessoas e construir novas amizades. Assim, quanto mais experienciamos emoções positivas, mais nos tornamos abertos, interessados, criativos, resilientes, generosos e conectados. Com isso, ampliamos nossos recursos pessoais.

Observamos, portanto, que as emoções positivas nos ajudam a lidar com situações relacionadas, prioritariamente, ao nosso crescimento e desenvolvimento pessoal e não  à nossa sobrevivência física. Assim, os benefícios não são percebidos imediatamente, mas nos momentos seguintes. E, por isso, elas ajudam na construção do nosso futuro, produzindo efeitos profundos e duradouros.

Mas não adianta sentirmos emoções positivas de forma espaçada. Elas precisam estar presentes de forma significativa em nosso dia a dia. Para explicar essa noção, a pesquisadora Barbara Fredrickson utiliza a metáfora da nutrição: não adianta comermos bem de vez em quando. Para termos uma alimentação efetivamente saudável, os bons nutrientes devem fazer parte da nossa dieta cotidiana.

Falamos em outra ocasião sobre a sutileza e a fugacidade das emoções positivas. Mas apesar dessas características, elas são motores poderosos que nos impulsionam, pois ampliam a nossa visão sobre a vida e enriquecem nosso repertório comportamental.

Quer aprender mais sobre as nossas emoções? Então leia aqui e aqui as publicações anteriores sobre o tema.

Vania Moraes, psicóloga e life coach

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