Como salvar seu relacionamento

Relacionamentos positivos são um dos pilares da felicidade. Por isso, caso você já esteja em um relacionamento amoroso, é melhor investir energia para que ele funcione e floresça do que se acomodar em uma relação desgastada ou partir para uma separação. É claro que não estou falando aqui de relacionamentos abusivos. Neste caso, quanto antes você sair fora, menores são os riscos de adoecimento psíquico. Meu foco aqui são relacionamentos amorosos normais, ou seja, ruins, mas não abusivos.

Como assim que os relacionamentos normais são ruins? É isso mesmo. Apenas uma pequena minoria de relacionamentos amorosos são efetivamente positivos e felizes. E o que diferencia esse pequeno percentual de casais dos demais? O que faz um relacionamento feliz?

Os relacionamentos, quando não estão florescendo, são fonte de muito desgaste e infelicidade. Por isso, há um número muito grande de relacionamentos desfeitos. Contudo, cada vez mais as pessoas investem menos tempo e energia em suas relações. Amor exige conexão, admiração, intimidade e respeito.

Segundo Tal Ben-Shahar, “o componente mais importante e desafiador de uma relação feliz não é encontrar a pessoa certa, mas sim cultivar a relação escolhida.” No entanto, as pessoas passam o tempo todo comparando os seus parceiros a ideais inatingíveis, focando nos defeitos em vez das qualidades, perdendo a admiração e, muitas vezes, até o respeito pelo outro.

Dois grandes pesquisadores sobre o tema são John Gottman e David Schmart. Segundo eles, para que um relacionamento funcione é preciso:

  • investir no outro. Um relacionamento positivo demanda tempo, paciência, doação, carinho e cuidado. Rituais, momentos compartilhados, objetivos comuns mantêm um relacionamento sólido.
  • compartilhar intimidade, ou seja, se permitir conhecer e ser conhecido. Essa é a parte mais difícil: poder olhar para o que há de negativo no outro sem perder a admiração e permitir que o outro faça a mesma coisa em relação a você. Pode parecer estranho, mas há muitas pessoas que chegam em terapia pensando em se separar, mas que nunca tiveram uma conversa franca com seus(suas) companheiros(as).
  • permitir que haja conflito no relacionamento. Conflito não é briga, agressão ou falta de respeito. Conflito é discordar de forma que permita que o outro entenda quais são os comportamentos dele(a) que causam insatisfação. Há sempre formas saudáveis de se dizer a mesma coisa e franqueza e grosseria não são sinônimos.
  • apreciar o que há de positivo no outro, fomentando a admiração. Essa é a regra de ouro da Psicologia Positiva: focar no positivo. Como você pode admirar alguém se você enxerga apenas os defeitos da outra pessoa? No começo da relação, você só via o que havia de positivo. Por que agora você só consegue ver o negativo? Que tal manter um equilíbrio de modo que você aprenda a aceitar os defeitos do outro ao mesmo tempo em que mantém as qualidades em primeiro plano?

Como você pode ter percebido, investir em um relacionamento é um trabalho duro, mas necessário. Além disso, esses mesmos princípios podem ser adaptados a outras relações, como familiares ou de amizade. Ser feliz demanda mudança de comportamento e no modo de enxergar a vida. E um bom lugar para se começar é justamente nos nossos relacionamentos mais importantes.

Vania Moraes, psicóloga e life coach


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