Emoções interferem no emagrecimento

Antes de iniciar uma dieta ou de procurar um nutricionista, faça a seguinte autoavaliação:

  • Você está realmente disposto a mudar?
  • Você vai realmente modificar seus hábitos alimentares?
  • Como anda a sua autoestima?
  • Se você emagrecer, você vai conseguir conviver com a sua nova imagem corporal?
  • Quais são as emoções associadas à sua alimentação?

O texto de hoje irá abordar este último aspecto: emoções versus alimentação.

Desde pequenos, enquanto somos amamentados, a alimentação vincula-se de forma indissociável aos afetos. Isso ocorre porque somos alimentados ao mesmo tempo em que somos acalentados. Choramos e, como consequência, recebemos ou não o seio (ou a mamadeira), estando ou não com fome. Nesta dinâmica entre bebê e cuidador (que exercerá a função materna mesmo que não seja a mãe de fato), estabelecem-se significados, bons ou ruins, associados à escassez, à abundância, aos desejos e às necessidades, que irão acompanhar a nossa alimentação até o final da vida.

Sobre os conteúdos emocionais criados no passado, enquanto ainda não éramos conscientes do que estava acontecendo, não há como intervir diretamente. Contudo, somos capazes de nos tornarmos conscientes de quais são os significados atualmente associados ao ato de comer e transformá-los. Afinal, os afetos e significados passados vão sendo modificados ao longos dos anos e novas simbologias vão sendo criadas por nós, somando às primeiras vivências infantis os elementos culturais, os gostos, as experiências e as emoções associadas à comida.

Para nos tornarmos conscientes de nosso padrão emocional relacionado à comida, o primeiro passo é observar-se com atenção: por que você come? quando come? o que come? Come porque tem fome, ansiedade, tédio, ou nem sabe o porquê? Come quando está sozinho, quando está acompanhado, come mais de dia, de noite, em casa? Quando está triste come mais ou menos que o normal? Ataca uma caixa de bombons quando está pressionado por um prazo de entrega no trabalho?

Quando começamos a observar nosso comportamento, começamos a entender quais são os nossos principais hábitos alimentares e porque eles foram sendo criados e mantidos. Em seguida, após nos tornarmos conscientes, torna-se mais fácil ir substituindo hábitos que não são saudáveis por outros que irão contribuir com a nossa qualidade de vida e felicidade.

Além da substituição dos hábitos, podemos também mudar a forma como enxergamos e interpretamos os alimentos e as emoções associadas a eles. Essa é a base da nossa felicidade segundo a Psicologia Positiva: olhar a realidade e decidirmos quais são os significados, positivos ou não, que iremos atribuir a essa realidade. Se decidirmos ter uma relação mais saudável com a comida, associando a alimentação à qualidade de vida e ao nosso bem estar físico, potencializamos a tomada de consciência alimentar e nos fortalecemos para mudarmos a nossa alimentação.

Mudar hábitos alimentares e emoções associadas à comida, não é fácil. Contudo, é um caminho necessário para alcançarmos bem estar físico e, com isso, sermos mais felizes. Além disso, ao nos tornarmos mais conscientes de nossas emoções, passamos a ter maiores chances de conseguirmos mudar outros aspectos de nossas vida tornando-os mais positivos.

E você? Quais são as emoções associadas à sua alimentação?

Vania Moraes, psicóloga e life coach


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