5 elementos essenciais do bem-estar

Em Wellbeing: The Five Essential Elements (Bem-estar: Os Cinco Elementos Essenciais), os autores Tom Rath e Jim Harter compartilham os resultados de um estudo de referência sobre o bem-estar e suas implicações para organizações e indivíduos. O estudo foi conduzido pelo instituto Gallup em 150 países e seu objetivo era investigar quais são os aspectos que contribuem para melhorar nosso bem-estar.

Os resultados desta ampla pesquisa indicam que existem cinco elementos universais e interconectados que moldam nossas vidas: bem-estar profissional, bem-estar social, bem-estar financeiro, bem-estar físico e bem-estar comunitário.

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O bem-estar profissional significa ter amor pelo que fazemos, gostar do se faz todos os dias e se sentir motivado e energizado para ir em busca de nossos objetivos. Quando passamos a maior parte da nossa vida investindo em atividades que não nos trazem retorno em termos de realização, sentido e propósito, vamos perdendo a nossa energia e motivação aos poucos.

O caso extremo da ausência de bem-estar profissional é a situação de desemprego. Os estudos realizados pelo Instituto Gallup relevaram que tendemos a nos recuperar mais rapidamente da morte de um parente próximo do que de um período continuado de desemprego. Há outros estudos da Psicologia do Trabalho que demonstram a associação entre desemprego e depressão ou a outras formas de adoecimento psíquico. Afinal, somos aquilo que fazemos e boa parte de nossa identidade é construída a partir de nossa vida profissional.

O bem-estar social significa ter relacionamentos fortes e amor em nossas vidas. Ele diz respeito ao cuidado que dispensamos às pessoas de quem gostamos e que são importantes e significativas para nós. Muitas vezes nós não dispensamos às pessoas que amamos o carinho que elas merecem: falamos de qualquer jeito, não temos paciência, ficamos presos aos smartphones ou adiamos uma conversa por que estamos “ocupados”. Portanto, se você quiser fortalecer o seu bem-estar social, priorize momentos para estar com a família ou com os amigos, apesar da correria do dia a dia. Além disso, escolha bem sua rede de relacionamentos e seja um influenciador positivo dentro das mesmas.

O bem-estar financeiro significa administrar sua vida econômica de modo a reduzir estresse e a aumentar a segurança financeira. Ou seja, bem-estar financeiro é não ter de se preocupar com dinheiro e administrar sua vida de forma eficaz. O mais importante não é o quanto você ganha, mas como você administra o que ganha.

Quando estamos devendo, sem capacidade de pagamento, a nossa qualidade de vida diminui. Nos sentimos ansiosos, estressados e pressionados e, muitas vezes, não vislumbramos um futuro positivo e próspero em nossa frente. É por isso que o bem-estar financeiro está mais relacionado à forma como administramos o nosso dinheiro do que com quanto a gente ganha.

Além disso, um aspecto importante de nossa vida financeira é a referência que utilizamos para avaliarmos nossos ganhos. Se precisamos de mil reais para viver bem, mas estamos em um contexto em que as outras pessoas ganham 10 mil, vamos nos sentir pobres. Por outro lado, se precisamos dos mesmos mil reais para viver bem, mas ganhamos 900 reais e as pessoas ao nosso redor ganham 500, começamos a nos sentir privilegiados.

Outros aspecto importante é que, no gasto do dinheiro, temos mais satisfação quando gastamos com experiências, quando ajudamos ou doamos aos outros e quando gastamos juntos. Para saber mais sobre esse assunto, leia aqui.

O bem-estar físico significa ter boa saúde e energia suficiente para realizar as atividades do dia a dia. Alguns parâmetros são importantes e mundialmente conhecidos: ter um sono de qualidade para que o nosso cérebro possa trabalhar bem nos processos de memorização, criatividade, etc; ter bons hábitos alimentares (leia aqui sobre como nossas emoções impactam a nossa alimentação); a prática de exercícios físicos regulares e que nos tragam prazer, entre outros.

Por fim, o bem-estar comunitário está relacionado com a conexão que desenvolvemos com o lugar em que vivemos, sentindo-nos seguros e tendo orgulho de nossa comunidade. Essa “comunidade” tanto pode ser a nossa cidade, quanto o nosso bairro, a nossa igreja, um grupo com o qual temos um relacionamento próximo e com o qual contribuímos diretamente e nos sentimos realizados por isso. Quando temos um forte laço comunitário, o nosso bem-estar social também tende a se fortalecer, pois ampliamos a nossa rede de apoio e de amizade.

A vida urbana nos conduz no sentido contrário ao do bem-estar comunitário, mas é importante se sentir fazendo parte da cidade, do bairro ou pelo menos da quadra ou rua em que vivemos. Uma forma de desenvolver essa sensação de pertencimento é por meio da apreciação da beleza e da cultura da cidade, seja em seus aspectos urbanos ou naturais, ou por meio da doação de tempo ou de dinheiro em prol de nossa comunidade.

A foto que ilustra esse texto é de um ipê amarelo, homenagem à minha amada cidade de Brasília, local onde eu desenvolvo o meu bem-estar comunitário ;). E você? Em qual desses aspectos do bem-estar você quer investir para aumentar a sua felicidade?

Vania Moraes, psicóloga e life coach


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