Você quer ter sucesso?

Todo mundo quer ter sucesso na vida. Contudo, muitos desistem e pensam no sucesso apenas como um sonho distante. Outros estão na correria do dia a dia e não têm muita clareza de para onde estão indo. Se tudo mundo quer ter sucesso, mas poucos investem para tanto, e menos pessoas ainda o alcançam, o que acontece?

Como o foco da Psicologia Positiva está no que funciona, para entender melhor o sucesso, as pesquisas e os estudos da área baseiam-se na observação de quem de fato o alcançou. Quais são, portanto, as características das pessoas com sucesso?

Foram mapeados cinco aspectos:

  • Objetivos bem claros
  • Resiliência
  • Otimismo
  • Modelos para copiar
  • Foco nas forças pessoais

Observe que “circunstâncias favoráveis” ou “ser rico” não fazem parte dessa lista. Então, provavelmente, para a maioria das pessoas que obteve sucesso, triunfar não foi uma tarefa fácil.

E a primeira dificuldade começa com a pergunta: O que é sucesso para você? Você tem consciência do que você quer alcançar e do porque isso é importante? Sucesso é um objetivo intangível e precisa ser transformado em algo mais palpável para que você saiba se está indo na direção certa ou não. Onde você estará quando atingir o sucesso que almeja? Você sabe quais os passos necessários para chegar lá?

O segundo ponto está no entendimento de que sucesso trará felicidade e é justamente o contrário. Pessoas felizes têm mais sucesso que pessoas infelizes. Portanto, corra atrás da sua felicidade e você terá sucesso.

E os cinco aspectos apontados acima são justamente características de pessoas felizes. O ponto inicial é ter um propósito, que possa ser convertido em objetivos claros. Ele também precisa ser motivador o suficiente para você ter resiliência diante das dificuldades para que não desista, mas aprenda com os erros e os insucessos, se fortalecendo. Para ser motivador, ele precisa ser importante para você, precisa ser algo que você valorize.

Um propósito de vida é algo que traz valor para você e para os outros. Qual é a sua missão? O que você veio fazer neste mundo, nesta vida? Qual é a sua contribuição? Se você tivesse sucesso em seu propósito e ficasse muito rico com isso, mas as pessoas não pudessem ver a sua riqueza, dinheiro seria importante quando você pensa em ter sucesso? Ou os seus indicadores de sucesso estariam mais relacionados ao que você pode fazer de diferença no mundo?

O otimismo, por outro lado, está relacionado à percepção da sua capacidade de realização. Essa habilidade é potencializada quando utilizamos nossas forças pessoais e quando temos modelos para copiar. Quando obsersamos pessoas que conquistaram aquilo que queremos conquistar, conseguimos aumentar a nossa clareza do que é preciso fazer para alcançarmos aos nossos objetivos. Se você sabe onde quer chegar e tem as forças necessárias para isso, trabalhe com otimismo, pois as suas chances de sucesso são muito grandes! Se ainda lhe falta desenvolver habilidades específicas, utilize suas forças para lhe ajudar a desenvolvê-las.

E, enquanto caminha em direção ao seu propósito, utilizando suas forças pessoais de forma otimista, aprecie o que há de bom na sua vida, torne a sua jornada prazerosa e positiva. Insira momentos de prazer ao longo do dia, tendo cuidado para que eles não te desviem dos seus objetivos.

E tenha sempre em mente: onde você quer estar daqui a 5 anos?

Vania Moraes, psicóloga e life coach

 

Você conhece suas forças pessoais?

Tenho certeza de que você é capaz de encher uma folha de caderno com os seus defeitos… E as suas qualidades, você conhece? Quais são suas competências e habilidades? Você consegue responder a essa pergunta com facilidade? Sente vergonha em dizer em voz alta que você é bom em alguma coisa?

Geralmente nós focamos a nossa atenção nos nossos defeitos. Somos criados desta forma e aprendemos a sempre estar atentos ao que podemos fazer melhor. É a velha história de tentar ensinar o peixe a voar em vez de incentivá-lo a ser o peixe mais rápido do cardume. Quando recebíamos uma prova corrigida na escola, olhávamos para as questões que erramos e nem tomávamos consciência das questões que acertamos. O erro torna-se o foco da nossa atenção desde muito cedo em nossa vida.

A consequência mais comum disso é que não nos tornamos conscientes de nossas forças pessoais, que são as ferramentas de trabalho que carregamos conosco e que podem nos ajudar a superar os desafios e as dificuldades. Assim os problemas se tornam mais difíceis de serem superados, pois não temos ciência de quais são os recursos intrapessoais de que dispomos para resolvê-los. Se Mateus tem elevada capacidade de liderança, mas, por outro lado, é desorganizado, um bom exercício é começar a ser líder de si mesmo, distribuindo suas atividades, estabelecendo suas metas, acompanhamento seus resultados da mesma forma como ele faz com a sua equipe. Se Marlene tem uma grande capacidade de amar e está com dificuldade de cuidar da sua saúde, se alimentar bem e praticar exercícios, por exemplo, porque não voltar essa capacidade de amor para si mesma, se amando a ponto de cuidar de si como cuida dos demais?

São questões simples, que fazem diferença significativa em nossas vidas, mas que muitas vezes passam desapercebidas na correria do dia a dia. Como nosso olhar está treinado para buscar o erro, para encontrar os defeitos, não desenvolvemos a capacidade de nos apropriarmos de nossas forças pessoais para as utilizarmos sempre que precisamos. Fazemos isso com nossas vidas, com nossos filhos, com nossas equipes de trabalho. As avaliações de desempenho nas organizações valorizam o que pode ser melhorado em vez de reforçar os pontos positivos. Os diagnósticos buscam identificar os problemas, em detalhar e aprofundar no que não está indo bem. Por que não começarmos a focar no que funciona em nossas vidas, naquilo em que somos bons?

Experimente conhecer e fortalecer as suas forças pessoais e você sentirá efeitos imediatos em sua felicidade.

Vania Moraes, psicóloga e life coach

Yes, we can!

Auto eficácia, segundo Bandura* (1994), são crenças a respeito das nossas capacidades para obtermos determinado nível de performance em uma determinada atividade. Por que é importante estudar e compreender a auto eficácia? Porque ela influencia a forma como pensamos, agimos, sentimos e nos motivamos.

Características de pessoas com alto senso de eficácia:

  • Possuem segurança a respeito de suas habilidades pessoais e enfrentam os obstáculos como desafios a serem superados em vez de ameaças a serem evitadas.
  • Diante das dificuldades, em vez de desistirem, persistem e permanecem motivadas e, por isso, tendem a obter melhores resultados, o que reforça a sua auto imagem positiva.
  • Ampliam e sustentam seus esforços diante do fracasso, recuperando-se rapidamente diante de contratempos ou falhas.
  • Relacionam o fracasso ao esforço insuficiente ou a conhecimentos e habilidades deficitários e criam estratégias para superar essas dificuldades.
  • Não se posicionam como vitimas das circunstâncias e, por isso, são menos vulneráveis ao estresse e à depressão.

Veja abaixo um gráfico que esquematiza o funcionamento básico da auto eficácia:

Auto eficácia2

E como aumentar a percepção de auto eficácia? Há quatro caminhos possíveis:

Domínio de experiências desafiadoras. Um senso duradouro de eficácia advém da superação de obstáculos por meio do esforço perseverante. Neste sentido, dificuldades servem a um importante propósito: ensinar que o sucesso geralmente requer esforço permanente. Se em nossa história de vida triunfamos apenas em situações simples e fáceis, qualquer falha irá nos desencorajar. Por outro lado, se nos convencemos que possuímos as características necessárias para a superação dos desafios, perseveramos diante das adversidades e rapidamente superamos os contratempos.

Modelagem. Ao vermos pessoas parecidas conosco atingindo bons resultados em determinada situação, nós acreditamos que também somos capazes. Quanto mais semelhantes, maior a percepção de que temos chances similares de prosperarmos. Por meio destes modelos, observamos quais foram as estratégias e habilidades que deram certo e passamos a nos espelhar neles.

Persuasão social. Pessoas que são convencidas de que possuem as habilidades necessárias para realizar determinada atividade tendem a mobilizar maior esforço e sustenta-lo ao longo do tempo em vez de se ancorar nas dificuldades ou deficiências pessoais. Além de alimentar as crenças de que as pessoas são capazes, temos de estruturar situações em que elas possam praticar tais habilidades e obter êxito, evitando coloca-las prematuramente em situações em que elas provavelmente fracassarão. Mais importante do que aquilo que dizemos, é o que os indivíduos de fato observam na realidade ao se colocarem em ação.

Redução e reinterpretação de sintomas físicos. Tendemos a interpretar nossas reações fisiológicas e humores diante de eventos potencialmente estressantes como sinais de vulnerabilidade. Se vamos falar em público e sentimos o coração palpitar, podemos desenvolver a crença de que temos dificuldade com situações que exigem exposição e passamos a temer tais ocorrências. Por outro lado, qualquer grande autor relata sentir as mesmas emoções antes da estreia de um espetáculo, mas ele se energiza com tal sensação e a utiliza como facilitadora da performance. As reações corporais são as mesmas, mas a forma como elas são interpretadas são diferentes e influenciam a nossa crença de auto eficácia.

Mudanças na nossa percepção de auto eficácia, portanto, são fundamentais para aumentarmos a nossa performance e nossa realização pessoal. Com isso, aumentamos nosso bem-estar e autoestima e nos fortalecemos para enfrentar as dificuldades inerentes à vida.

Vania Moraes, psicóloga e life coach

Referência: Bandura, A. (1994). Self-efficacy. In V.S. Ramachaudran (Ed.), Encyclopedia of human behavior (vol. 4, pp. 71-81). New York: Academic Press. (Reprinted in H. Friedman [Ed.], Encyclopedia of mental health. San Diego: Academic Press, 1998).
*Albert Bandura, importante psicólogo canadense, professor da Stanford University, dedica-se, entre outros assuntos, ao estudo da auto eficácia e suas implicações para os processos cognitivos, afetivos e motivacionais dos indivíduos.